terça-feira, novembro 10, 2009

Classe média britânica tem roubado mercadorias para manter as aparências.*

* Clique no título para ler a matéria do TimesOnline


Vixi Maria!

Não consigo outra maneira de descrever meu assombro. Para virar notícia o aumento nos roubos foi significativo. Mas o que mais chamou minha atenção foram dois comentários :

Pelos produtos roubados é possível inferir a classe social do ladrão?
A resposta é: não individualmente, mas estatisticamente o perfil das mercadorias roubadas podem sim apontar para um setor da sociedade.

Isso por que cada produto, ou classe de produtos, está associado a um grupo de consumidores. Claro que alguns são mais gerais do que outros, mas o consumo é setorizado.

Assim, quando some um vidro de caviar da prateleira não se pode dizer que ele foi roubado por alguém da classe média. Poderia perfeitamente ser qualquer "marginal" que de repente ficou com vontade de provar aquilo que nunca tinha nem visto, só tinha ouvido falar. Mas se começa a sumir muitas latas de caviar e garrafas de proseco...

Pode ser possível, estatisticamente, inferir que é a classe média que está roubando. Sim, por que a classe média é a principal consumidora desses produtos.

O outro comentário descrevia uma situação onde as crianças de uma cidade roubaram uma loja que ia fechar e estavam vendendo a "mecaduria" por aí. E como ficam essas crianças que aprenderam que podem roubar sem sofrer consequências?

Taí um questionamento para o qual eu não tenho respostas. É verdade que não dá para imaginar que a crise não vai ter um impacto social a longo termo.

Mas uma coisa eu tenho certeza, é que os analistas de políticas públicas vão precisar pensar sobre isso.


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